sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - "Egocêntrica"

Refletindo sobre o ano que passou, percebi o quão diferente 2011 foi. Fui batizada, tive meu primeiro emprego. Foi bem difícil ser subestimada.. Levei umas porradas, mas tudo valeu a pena. Aprendi muito. E logo veio uma grande perda: minha avó. A mais dolorosa de todas. E como um efeito dominó, mais três perdas que me abalaram: o Henrique, ex-noivo de minha prima, minha tia-avó Clarice e um amigo querido: o José Carlos. Logo descobri minha mãe com diabetes indo a semana inteira ao Pronto Socorro umas 3 vezes ao dia, com a pressão alta, e os LITERALMENTE imbecis do hospital ainda deram "glicose" pra ela. Acho que esse ano eu percebi qual é meu ponto mais fraco, qual é meu maior defeito e meu maior medo. Eu fiquei bem traumatizada com qualquer coisa relacionada a hospital. Ao entrar no leito da minha avó e vê-la com os olhos brancos, sem vida, sem fôlego, em coma, a respiração ofegante e aquele pulo do nada, como se estivesse morrendo aos meus olhos, sem poder fazer nada... Isso me dói. Ela era gordinha, saudável. O câncer a invadiu como... não tem nem definição. A melhor pessoa que conheci, a mais meiga, doce, amável. E em coisa de dois meses tudo começou. As dores no útero, na hérnia. Foi afetando todos os lugares do corpo, a idade já não ajudava tanto. De 70kg ficou como criança pesando uns 30kg (não é exagero, foi assim). Eu me lembro de deitar em sua cama abraçada com minha mãe. Acho que foi a primeira vez que senti uma dor tão forte, tão viva e medonha. Foi a primeira vez que chorei repentinamente de soluços intermináveis, mais de uma hora. E provei do colo da mamãe, que tentava me acalmar e liberava lágrimas também (o que era raridade). Meu Deus, como isso me doeu. Chega a me faltar ar e dar batedeiras no coração de lembrar. E bastasse ter ficado assustada daquele jeito, vendo os olhos dela que expressavam tanta calmaria e pureza, ali... Mortos, brancos e mortos... Em coma. Foi então que minha mãe também emagreceu demasiadamente e em tão pouco tempo. Emagreci junto, de medo. Não comia, queria ficar grudada com ela e ter poder pra curá-la. Aquela fraqueza de uma mulher que assim como minha avó é muito, muito guerreira. Não há pessoa nesse mundo que admire mais do que minha mãe. E depois de tantas coisas ruins que estavam acontecendo, meu maior medo se manifestava: o de perdê-la. Foi aí que percebi o quanto minha fé aumentou.O quanto orar me fazia bem e jejuar também. Que Ele não me abandonou em nenhuma dessas ocasiões, que estava lá sempre. Vi a minha ingratidão, minha fraqueza. Apesar que me deu forças. Os problemas estavam somente aumentando e não tinha quem me amparasse... Aliás, com meus olhos. Porque Ele nunca desistiu de mim. 
Mas esquecendo dos problemas e revivendo amores passageiros... Felicidade foi presente na maior parte. Conheci uma pessoa bem bacana, com altos papos sobre Augusto Cury. E como uma romântica barata, fantasiei. Males de Ana Carla Negro... Fantasiar as coisas que ainda nem aconteciam. Daí aconteceu. Mas como citado acima, passou. Bacana a compatibilidade e gosto musical, pessoa culta, não basta só isso. Ainda não era, precisava esperar. Não era. E quase em seguida, numa rajada de sorte depois da maré alta e destruidora... Caiu um anjo na minha vida. Nem tudo sendo flores, ele é de longe. Isso é apenas um detalhe, o sentimento que nos une é maior e verdadeiro o suficiente pra aguentar tudo. Entendi que para ter alguém do lado não é necessário ter os gostos iguais. O que seria do branco, se só gostassem do preto? Eles se unindo, a mistura dá cinza, e juntos dá contraste. Enfim... o negócio é que estou aprendendo e mudando em muitas coisas. Posso dizer que conheço a rodoviária de Campinas na palma das mãos e o Bob's enrolado de lá também; e mais uma vez vem essa louca e ambiciosa vontade de partir para São Paulo. De modificar o rumo da minha vida e ter menos pessoas se intrometendo nela. Tenho mais um motivo, e creio que não fui para faculdade ano passado porque não conheceria o Thi. Esse ano desejo ver meu Machadinho, estudá-lo e minhas regras de português, ô paixão que não largo! Só quero que outras coisas também se ajeitem e que possa ter um 2012 melhor, menos turbulento e aprender outras coisas (queria é claro que não fossem tão sofridas pra mim), mas isso é da vontade Dele, cá estou no aguardo do futuro, e SEM MEDO. Planos: começar a escrever meu livro, voltar a escrever contos e parar com citações "furadas". Ficar perto do Thi, ajudar meus pais e ser menos mal-educada com eles. Amadurecer, desisto de emagrecer. Não farei promessa de dietas nem tão pouco de estudar mais, afinal... Eu leio com frequência e é isso que gosto, pra quê colocar a matemática na minha vida? Estou extremamente ótima sem ela. Não deu Unicamp, não deu Usp? É porque não era pra ser. Não vou deixar de ser quem sou por uma faculdade. Não vou cair no papo de começar do zero... Vou tentar melhorar as coisas, como se fosse só uma virada de página na vida, e não apagar o que passou. Aumentar a lista de músicas, diminuir o negativismo. Manter a fé, SEMPRE. Viver e enfrentar as dificuldades confiando em Deus, que  o resto é resto. Pra 2012 quero amar, ajudar, viver, sofrer, aprender, brincar, sorrir, comer. Conhecer pessoas, não esquecer as outras. E saber que tudo vai passar, que a vida é curta, e o que fica hoje, passa amanhã.                  

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sou... mais a favor, que contra.

Sou a favor da inteligência, não da beleza. Sou a favor do coração, não da maquiagem perfeita. Sou a favor de músicas românticas, jantar à luz de velas e rosas no dia dos namorados ou sem ser uma data especial. Sou a favor do beijo caloroso, do abraço aconchegante. Sou a favor da honestidade, da palavra falada e do olhar de aprovação e reprovação também. Sou a  favor do erro, para com ele aprender e crescer. Sou a favor da verdade, do frenesi! Sou a favor das lutas, ainda que vira e mexe esmoreço, choro, esperneio e pareço criança com medo de monstros. Sou a favor de um mundo melhor, sem guerras, sem corrupção e sem crianças dóceis passando fome. Sou a favor de você, meu amigo, que está perdido e precisando de um ombro, precisando se desvencilhar do mau caminho e da solidão. Sou a favor de manhãs sonolentas com panquecas na cama e tilintar no copo de leite. Sou a favor do sonho, da puberdade, da adultice. A favor de viagens, segredos a dois e medo do escuro. Sou a favor do cabelo desgrenhado e a roupa amarrotada ao acordar. Só não sou a favor da maledicência, da angústia, da mentira e traição. Sou contra a inveja, o silêncio dos culpados e o medo dos que inocentes são. Sou contra, a favor, meio a meio. Névoa no verão, sol no inverno. Tempero azedo ou doce. Vai depender de quem nota, toca e quer. Hasta. 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ano novo, velho ano

Eu só tenho um pedido pra fazer a Deus... Que Ele leia este texto. Aliás, é óbvio que me viu pensando em formulá-lo, em cada palavra e traço que imaginei, mas enfim. Meu desejo é que tudo seja melhor, como sempre é o que todos querem. Mas não preciso ser trivial. Não é porque o ano muda que as atitudes têm que mudar, que precisamos fazer promessas de dietas e organização na vida... Isso deveria fazer parte da rotina. Ajudar as pessoas, brigar, sorrir, chorar, amar, preocupar-se. Aprender que a mudança é diária, que altos e baixos existem, não é fácil. Caiu, machucou, levantou. É assim que deve ser. Não “brigue” com alguém, só discuta e exponha sua opinião porque horas depois você vai sentir vontade de tomar aquele café expresso gostoso com a tal pessoa e até mesmo dormir de conchinha com ela. Não deixe que invadam teu mundo e tirem sua essência. O pior de tudo é quando tentam transformar o melhor de você. E quando estressar, não se torne naquela versão assustadora de si mesma. Morde a língua, dá um soco na porta, mas evite palavrões. Respire fundo e coma chocolate... Nada melhor pra acalmar a ira que isso. Água com açúcar é para os fracos, bom é dormir – não vai ter encheção de saco- e então ao abrir os olhos tudo parecerá melhor, ou chegará perto disso. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

*Amoronlineinmylife*

Logo você que se imaginava morando num apê pequeno, com um cãozinho de estimação e sozinha? Apareceu o tal cara que sempre diziam do nada? É... Apareceu. E é por ele que você tem vontade de fazer as coisas? De consertar alguns defeitos e perdeu o medo do escuro ou da chuva? É ele quem te faz sorrir e faz cócegas, mas mesmo você odiando, acaba gostando? É ele quem te protege do frio, da dor e das preocupações bobas da vida? É ele quem te beija gostoso e quentinho, quem te faz afago e te enche de abraços... Quem te olha de mansinho, como quando pede carinho? Se é ele quem faz tudo isso, quem te causa falta de ar, insônia, preocupação quando brigam, lágrima quando ficam longe, vontade (relacionada ao tópico anterior), motivação para esperar, que mostra, que crê que vai dar certo... Se é ele quem comete loucuras, enfrenta coisas e pessoas por você... Muda a rotina, faz planos... É, ele te ama. Ele te quer por perto, ele te faz sentir isso. Ele te traz paz, sossego, vontade de quero mais. Isso obviamente, é como ganhar na loteria... Portanto precisa-se de investimento, controle... Muita emoção! Muito amor. Desejo pra você e pra quem sente, só coisa boa. E regue a cada dia, pra que dê frutos de amor... Com sabores diversos, mais gostosos à medida do tempo como um bom vinho a ser apreciado. Enfim, fim. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ser vip rotineiro...

Eu esperei horas. Arrumei a casa, perfumei a vida. Coloquei flores na janela, limpei os móveis. Passou 13, 14, 15... Agora são 20:00h e nada. Você não vem, eu deveria saber desde o começo. Aquele olhar esquivo, deveria ter suspeitado; não ter gostado... Poderia me causar espanto, mas não. Aquele sorriso matreiro e gostoso, o certo era ter medo dele... Não atração. Tudo aquilo que é bom demais, que aparentemente é inocente  ou não tem defeitos deve gerar desconfiança, não segurança. Sentei no sofá a procura de mim, não me achei. Meus planos entraram em ebulição: evaporaram. Liguei a TV e apareciam casais felizes, outros discutindo... Sabe como é novela. Coisas da vida, meu caro. Imaginei aquela sala com vida, "fazendo amor de madrugada" e assistindo àquele filme de terror num dia frio. Imaginei alguém que discutisse se deveria fazer macarrão ou lasanha no domingo, se o melhor era Flamengo ou Vasco. Imaginei também aquele chocolate gostoso num dia de TPM e tocando a música: "Bleeding Love". O passeio no parque e a versão melosa x romântica da Dama e o Vagabundo: macarrão com almondegas e no final um selinho. Pensei todas essas baboseiras e me veio a palavra VIP na cabeça. Você é VIP de alguém? É o selo de ouro, as cinco estrelinhas da vida de alguém? Foi aí que reparei que eu não passava de uma estrelinha borrada. Parecia que meu céu vivia nublado, me escondendo. Eu criei fantasias e expectativas sobre mim achando que venceria a própria barreira. No fim o que me faltava era a sincronicidade. Peguei o casaco e saí a procura do inesperado, a procura de nada. Foi à toa mesmo. Parei no primeiro bar e pedi ao garçom: "uma dose de felicidade, amor e esperança, por favor." 
"É pra já, dona."
Foi então que avistei os mesmos olhos... Os olhos da pessoa que me deixou esperando e eu ainda pedi as tais coisas que ele havia tirado de mim.
A explicação era simples: ele estava trabalhando. 
Enfim, colegas. Pensamos N coisas a respeito das pessoas, "paranoiamos", ficamos tristes e amuados quando nada teve a ver e até românticos no sentido correto (lembrando-se da tão amada Literatura Brasileira) por algo que não existia. Criamos ficções tolas. Não faça isso com ninguém, saiba que para ter uma resposta é necessária a pergunta.   

terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Navegar é preciso..."

Não sei você, mas vira e mexe me sinto fora de conexão com o lugar que vivo. É hora de mudar, buscar novos ares, novas coisas, amigos diferentes. Não desfazer laços, criar mais. Todos mudando, saindo em busca do desconhecido, mergulhando no prazer de tentar, de viver. Cheguei à conclusão que pertenço aos trajetos que percorro... Desconexos ou não. Regeneração é o tema para o ano que se aproxima. Se tiver que dar certo, vai... Se não, a gente inventa. É sempre assim. Só que não adianta planejar e ficar sentado esperando as horas passarem, os fatos acontecerem. Regressão "owned". Aventurar-se. Sentir o medo da solidão, o arrepio da verdade, a dor do constrangimento. Entender que para a liberdade há desafios e muitas dificuldades. Há humilhações. Mas o preço é válido, é bem pago. Nada caro. Melhor do que se estagnar e fingir que é a economia da Grécia: “dizer que tem solução, que tem como pagar a dívida e acalmar a população com demagogia ao invés de literalmente revolucionar o mundo, quebrar várias bolsas e começar uma nova era, um novo modelo econômico, tomar atitude.” A não ser que você seja fã do tédio, das horas arrastadas e improdutivas no Facebook... Então meu caro, pra você não falo nada. Eu já fui assim, admito... Mas unia o meio-termo. Calmaria e moleza são boas, mas como diria meu amado Pessoa: “Navegar é preciso.” Vá! Explore, Sorria, Chore, Cante. Passe fome, frio, medo. Mas cresça, aprenda. Não queira viver na dependência de ninguém. Intitule-se Superman ainda que você seja um Doug Funny, o que importa é fazer valer a pena.   

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pra você..


 É tão bom ouvir sua voz quando eu acordo e poder suspirar de paixão ao te tocar, ao sentir teus beijos. Se isso é loucura, fervor, paixão, ardor, não sei... Esperei tanto por alguém e ele me veio como uma chuva torrencial, causando uma tempestade no meu coração.
Em meio à multidão posso achá-lo, gritar seu nome. Aos sussurros você virá, me reconhecerá. E é assim, está sendo assim. Não quero nada de perfeição, seres humanos que buscam isso no amor sofrem.
Quero é mais que seja imperfeito. Que tenha dias de raiva, mas que segundos depois de tensão e lágrimas tenha aquele abraço gostoso, aquele acalentar de olhares e beijos de amor. Que numa gripe forte um cuide do outro dando xaropes e remédios azedos. Quero assistir futebol com você, vestir a camisa do seu time mesmo odiando. Quero mergulhar nos seus braços comendo pipoca e ver um filme. Num dia frio beber chocolate com leite gelado, porque ambos detestamos leite quente. Eu achei quem precisava e me somasse. Temos falhas, defeitos. A gente sempre precisa abrir mão de algo pra que dê certo... Mas e daí? Quando se quer, certas coisas se tornam supérfluas. A vontade é gritar meu sentimento aos quatro ventos, tamanha a rajada, que daria um vendaval. Como pessoas imperfeitamente belas que somos, nos amamos em nossas imperfeições. Fim.