segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

“Amor é prosa, Sexo é poesia.”

Imaginei um ritual. Perfumei a casa e cantarolei animadamente. Ao anoitecer ele viria. Preparei flores, velas, aromas afrodisíacos. Coletâneas de músicas românticas e outras instigantes, que inspiravam atração.
Já no banho, depilação feita, cabelo hidratado e lavado. Unhas pintadas, pele esfoliada. Lingeries de tom vermelho-rubi. Maquiagem... Não muito carregada, apenas ressaltando meus olhos castanhos sem graça e lábios rosados. Brincos, colar e anel, ok. Camisola de cetim rendada, confere. Cabelo seco, escovado. Casa em ordem.

-Meia hora.

-Quinze minutos.

-Cinco minutos.

-Um minuto e meio.

-Zero minuto.

A campainha toca. O seu cheiro Egeo invade a sala me causando arrepios e dores gostosas nas têmporas. A mão sua frio, o coração pulsa frenético – como ele é perfeito, que sorriso charmoso! Os olhos... Ah... Avassaladores!

Pegou em minha mão, trazia rosas com um cartão na outra. Entregou-a para mim delicada e pretensiosamente. Sorriu. Encostou seu rosto ao meu, hálito quente, respiração ofegante. Nossos lábios juntaram-se com um magnetismo que só existia naquele beijo: quente, macio, extasiante.
Lentamente me arrastou aos aposentos do quarto levando sua mão à minha cintura. Apaguei as luzes...


...



Recostei-me. Eu não conseguia explicar o que sentia. Amor, desejo, paixão. Lembrei-me a música da Rita Lee: “Amor é prosa, Sexo é poesia.” E ali, converti ambas em crônica, conto ou qualquer outro gênero textual.
"Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema..."
Nossos corpos entrelaçados num só. Seria assim para sempre, era o que eu desejava. Era o momento homem-mulher, mulher-homem, amadurecimento, frenesi. A junção de almas gêmeas. O auge da existência. Mãos indistintamente tocando costas, ombros, pescoços que se roçam, acariciados. E mais uma vez, o amor imperando... Restaurando a dúvida, o medo, repelindo a maldade. Trazendo o melhor de si, a hora do gran finale.

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