terça-feira, 30 de maio de 2017

DOIS PEDAÇOS DE MIM - PARTE 2

..."CONTINUAÇÃO DE PASSAGENS DA VIDA - GRAVIDEZ."




Voltei a trabalhar quando a Débora tinha 3 meses e já estava recomposta quando com apenas 2 semanas de volta ao trabalho e minha princesa já numa escolinha, pega bronquiolite. Eu nunca tinha ouvido falar a respeito então pensei ser um resfriado até que a situação se agravou ao ponto dela ficar com parada respiratória e parar na UTI; e novamente por um erro médico (porque no pronto atendimento o médico falou que o pulmão dela estava limpinho), lá estava eu encarando meus maiores medos e o espírito da morte rondando a minha filha. Esmoreci. Falei com o diretor e minha chefe que são pessoas muito legais, saí. Filhos em primeiro lugar, negócios Deus prepara no tempo Dele. Eu estava sem chão em ver a minha filha sendo furada de todos os lados, judiada, toda entubada e no oxigênio. Seus olhinhos pediam socorro e eu não podia fazer nada por ela; e de novo estava eu orando a Deus que fizesse Sua vontade. Eu, naquele leito orei e me senti como Abraão quando entregou Isaque em Suas mãos. Sua vontade foi dar a ela o sopro de vida e revigorá-la em uma semana; dali em diante minha caminhada foi longa, ela ficou com a saúde um pouco abatida mas se recuperou. Sem contar que é tão inteligente que pegou trauma de médico por conta de tudo o que já passou em 1 ano e meio de vida. Depois de tudo o que tinha passado em 3 meses de maternidade resolvi que nunca mais queria ter filhos e me preveni de tudo quanto é jeito... Mas ao completar os 7 meses da Débora descobri que estava grávida novamente. Como eu desejei que aquilo não fosse real, não queria, tive muito medo. Chorei dias pensando que morreria. Gravidez de risco por ser em um tempo tão pequeno e devido a tudo o que passei o trauma se alojou em mim, mas foi uma gravidez serena, não passei mal e nada de aparecimento de espírito da morte ou pesadelos. Consegui conciliar Débora, bebê na barriga, marido, casa etc. Nem parecia estar grávida. Programei a cesárea para o dia 21/03/2017, quando meu meninão resolveu se antecipar. O tampão rompeu no dia 20/03/2017. Eu corria risco de morte porque meu útero estava inflamado e muito fino já que eu tinha uma cesárea muito recente, tive risco de ruptura uterina. No hospital ao ser internada tive a notícia que o bebê tinha engolido muito mecônio e a cesárea foi às pressas. Ocorreu tudo bem; nada de anemia, nada de estar sozinha... Mãe presente ao meu lado em tudo. Muito feliz, radiante por saber que Deus estava ali, me guardando. Samuel chega aos meus braços, minha segunda felicidade e maior amor do mundo. Lindo e gordão. Vamos para o quarto, amamento sem dor porém o leite não desce. Felicidade dura pouco tempo, quando na manhã seguinte ao tê-lo, minha preciosidade começa a chorar sem parar e fica em estado de cianose; seus pés e mãos ficam azuis e a respiração extremamente ofegante (do nada porque quando nasceu estava bem); não consegue sugar o peito e nem a fórmula; não era fome, não era cólica. E o que eu mais temia estava bem à minha frente se repetindo: meu filho à beira da morte! As enfermeiras o levaram no mesmo instante para a UTI. Diagnóstico? Ninguém tinha. Explicação? Ninguém tinha. Foi entubado de todas as formas possíveis; colocaram cateter nele e perfuraram sua medula espinhal. Tão guerreiro como a irmã mas com apenas 1 dia de vida já se via quase morto. Com 2 dias de internação eu oscilei, passei a acreditar que Deus o levaria. Os médicos não descobriam o que estava acontecendo e ele só piorava; seu abdômen estava rígido e seu peito inchado; seus olhos enormes que não conseguiam nem abrir. Ele estava com aparência fatal. Como sofri... Desejei morrer para não ver meu príncipe naquele estado. Ali estava novamente como ABRAÃO. Só que meu Deus não é um Deus de engano. Ele cuida daqueles que O buscam. No quarto dia sua melhora foi milagrosa e claro só o dedo de Deus para aquilo acontecer. Já mamava, abria os olhos e reconhecia as vozes. Saiu dos tubos, já respirava sozinho. A felicidade tomou conta de mim e meu esposo. No dia seguinte, como que por um milagre mesmo deram alta a ele e só para ressaltar, geralmente dão alta da UTI para o quarto mas com o meu guerreiro foi diferente: veio direto para a casa e com um aspecto de um bebê que nem havia passado por tudo o que passou em 5 dias. Hoje está com 2 meses e 11 dias; é muito esperto, já sorri muito, fala “angú” e já tenta sentar. A Débora tem 1 ano e meio e ama seu irmão (extremamente carinhosa); é matraca igual a mãe e me ajuda demais pela idade que tem; e nesses 2 últimos anos aprendi muito sobre o amor, sobre a fé e a perseverança em Deus; Ele não nos deixa em nenhum momento e se faz passarmos por provas assim é porque lá na frente pessoas precisarão de nós. Que Sua vontade seja feita sempre, amém!


terça-feira, 19 de julho de 2016

Passagens da vida - gravidez

Eu vim relatar meu livramento dado por Deus.
Em meados de Abril de 2015 descobri que estava grávida. Relutei pela notícia já que havia acabado de me formar e tinha tantos planos. Mas logicamente que o amor já crescia e a ansiedade também. Esposo desempregado, cheia de dívidas bateu o desespero. Espiritualmente falando muitas coisas começaram a acontecer e enfim sabia que aquele bebê em meu ventre era uma grande promessa de Deus. Sentia arrepios em casa e sonhei com moscas e o espírito da morte. Dois dias depois emanava larvas de moscas por toda parte da minha casa, eram muitas... Algo que nunca tinha visto antes e como amo limpeza fiquei horrorizada ao vê-las. Achei que pararia aí, mas não. Em junho a mesma cena se repete e novamente eu sonhei. Ressaltando que todas as vezes pessoas pediam para orar pela bebê. Passei mal a gravidez toda, fui afastada do serviço, humilhada por quem menos esperava mas busquei muito ao Senhor e Ele sempre me respondia. Eu precisava passar por tudo aquilo. Achei que as coisas se acalmaram, quando chegou novembro. O mesmo sonho. Só que agora via meu marido jogado ao chão e eu tentava clamar a Deus e expulsar o espírito da morte mas minha boca estava travada. Fui guiada por Deus a pedir um ultrassom ao médico sem razão aparente... e eis mais um acontecimento: meu líquido amniótico estava quase seco e não tinha rompimento de bolsa ou sequer vazamento. Fui internada com gravidez de risco e sem entender ou sentir dor alguma. Era para continuar lá e ter a Débora já que eu estava de 37 semanas. Meu líquido foi reposto e voltei para casa em 1 semana, repouso absoluto. Mas não acabou aqui. Sonhei de novo e veio um cheiro muito forte de enxofre no quarto, meu esposo também sentiu e nos arrepiamos. Oramos e fiquei mais calma mas em meu coração algo me inquietava.
Chegou o grande dia! Ia ver o lindo rosto da minha princesa: 09/12/2015. Tive 9cm de dilatação, tudo muito tranquilo. Os médicos me fizeram tentar parto normal (só que a bebê já havia feito cocô dentro de mim e não me falaram nada). Ela sobe, o coração quase parando. Cesárea de urgência. Não me limpam... Vou para o quarto, passa o efeito da anestesia e uma dor insuportável (e olha que sou muito resistente a dores). Sangro sem parar, parecia uma torneira jorrando sangue. Sentia como se tivesse ainda um bebê em mim pelo peso da barriga. Continuava tendo contração mesmo depois da cesárea. Cinco trocas de lençol, contrações de 3 em 3 minutos. Perda de sangue. Fraqueza total a ponto de não conseguir pegar minha filha no colo e sozinha no quarto, não tinha acompanhante. A médica plantonista me examina e fala que é normal o sangramento, me dá oxitocina o que piorou meu estado. Ao amanhecer, já pedia perdão a Deus e senti fortemente que Ele me levaria. Eu vi a morte me tragando, minha sogra quase morre ao me ver e meu marido em desespero pela nova situação com sua mãe. Foi quando a voz de um anjo (meu médico de pré-natal) fala ao corredor. Ouvi bem longe... As enfermeiras: "Não, o doutor Marcel não está aqui. Não é plantão dele hoje." E eu insisti para procurarem pelo mesmo. Minha cunhada Andréia essa hora chega assustada ao me ver. O doutor entra no quarto e me reconhece. Faz os mesmos exames que a médica anterior e fala que meu útero está subindo e quase no estômago. Me pede pra ser forte... Eu não conseguiria sem ele e a Andréia. Deus os enviou na hora certa ali. Ele aperta minha barriga e saem muitos coágulos de sangue. Eita dor infernal! Logo que acabou, o alívio foi grande. Já consegui levantar, pegar minha bebê no colo. Muita fraca, tive anemia profunda. Não conseguia amamentar pela fraqueza. 
Daí o passo dois. Os preconceitos, a "depressão pós-parto" que acharam que tive. 
Ao ir para casa sofri muito. Muitos julgamentos. Eu estava anêmica, sem forças. Já tive histórico de depressão no passado e depois de tudo ela queria voltar. Precisei ser forte... sentia-me incapaz de cuidar da Débora e só queria chorar por não poder amamentar e ninguém entender que eu não tinha leite e que amava muito a minha filha. Vi no celular de meu esposo uma mensagem de uma pessoa que amo muito falando pra ele não deixar a Débora comigo. Isso me matou por dentro. Foi outra experiência com Deus, porque depois de tudo o que passei, não pegava a Débora no colo de fraqueza, não tinha leite e com anemia... Como que eu ia amamentar?    Minha mãe, minha sogra, minhas cunhadas falaram que não é porque não amamentaria que amaria minha filha menos. Eu só queria um abraço, um "vai dar tudo certo."
E deu. Em janeiro venci meus medos e sabia que era capaz graças a muitas orações e saber que o tempo todo o inimigo quis me tragar de algum jeito. Minha mãe me deu forças quando fui pra casa dela. Me fez mulher e mãe. Eu venci a morte, a depressão e os preconceitos. Venci os achismos e criei coragem de saber que só eu poderia discernir o que era melhor pra mim e minha filha. Tenho a certeza de que não a ter amamentado não me faz menos mãe. Eu a amo mais que tudo na vida, abaixo de Deus é claro. E ela será sempre meu milagre, Débora💜a minha profetiza.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Jesus, meu guia é

Tem horas que é necessário deixar que Deus tome totalmente a direção de nossas vidas, a ponto de pensar que não há saída, não há para onde correr. Ainda que a frustração venha, que o medo e a angústia venham tirar a paz que Deus te dá, que você assim como eu (pessoas feitas de carne e osso), precisamos entender que é possível sentir paz em meio à guerra. Apesar do coração pulsar forte, doer a alma e a vontade de parar que o inimigo nos lança ser iminente, é necessário vencer barreiras todos os dias, com coragem, fé e foco. O amor de Cristo nos ensina a sermos pessoas determinadas, racionais e altruístas. O amor de Cristo se propaga em um coração disposto a recebê-lo, estando este contrito e quebrantado.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

"Aumenta minha fé, revela quem és"

"Aumenta minha fé, revela quem és". A partir deste trecho quero iniciar meu 2015. Reviver um dos dons que Deus me deu, o de escrever. Aqui está apenas o fechamento deste ano. Agradeço a Ele pelas alegrias, tristezas, dificuldades, contratempos e pelo seu imenso amor. Em nenhum dos meus pecados me desamparou e sim, foi misericordioso. Deus não é um Deus que castiga, que briga e nos deixa a cabresto. É educado, bondoso, digno de todos os adjetivos. Não nos faz pecar, nos dá o livre arbítrio. Ainda assim nos ama e confia em nós.
Quero deixar essa mensagem a você, que passou um ano com barreiras. Que um milagre natalino possa acontecer em sua vida, basta ter fé (que é uma escolha, uma planta com raiz profunda, precisando ser regada até à mente, não apenas ao coração. "Fé é ter olhos pra enxergar quando quase ninguém vê", daí brota o milagre).
Você que chegou até aqui, já vive milagres diários. Livramentos de assaltos, de doenças, da fome, da miséria. Seja grato, todos os dias. Sê grato a cada segundo que se pode respirar, que se pode chorar, enxergar, andar, falar.
Deus nos dá a porção que precisamos, a porção do dia, que sustenta, que mantém a humildade cristã, de nosso maior exemplo: Jesus, conforme Provérbios 15:33 - "O temor do Senhor ensina a sabedoria, e a humildade antecede a honra." O temor é sinônimo de amor, de proteção. Antecede a honra, a vitória. Ter e não ser não basta para Deus. Vamos mais ser do que ter, do que parecer; vamos realmente viver. Se quisermos ajudar, doar ou aconselhar, que seja de coração, sempre. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A flor que brota no asfalto

Acordar cedo, levantar e trabalhar com o céu ainda escuro é o que mais se vê pelas estações ferroviárias e terminais rodoviários. As pessoas são reconhecidas por números em vez de seus nomes: R.G., C.P.F., R.A., C.N.H., REGISTRO TRABALHISTA e afins. Humanos são raros, existem atualmente ROBÔUMANOS; no sentido figurativo de atitudes robóticas em auxiliar alguém necessitado ou também pelos que têm uma vida mecanizada: trabalho, casa, dinheiro, dívida, estresse e doenças.
A janela está aberta nitidamente para que todos vejam: desigualdade social, desvio de verba, agressão ao meio ambiente,violência aos idosos e às crianças, relações familiares esquecidas (como um casamento duradouro, filho que o respeita pai ou um almoço com todos reunidos à mesa)... Mas não é hora de pingar o colírio nos olhos para desembaçar a visão? No Brasil, crianças são vendidas e traficadas pelos próprios pais a troco de dinheiro ou até mesmo para se livrarem daquelas; meninas se prostituem para sustentar a família com o que ganham. Ainda existe luz no fim do túnel? Particularmente hoje, a sociedade brasileira no se que refere à ESCOLHA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO é um paraíso - política, econômica e socialmente comparado ao período da Segunda Guerra Mundial e à Ditadura Militar.
Em o “Grande Ditador”, de Charles Chaplin, é citada a necessidade dos sentimentos humanos, do resgate de SER HUMANO. Ao se deparar com a Segunda Guerra Mundial, fez o filme implicitando com humor críticas sociais intensas. E o que 1939 a 1945 (Europa) tem a ver com 2013(Brasil)? Tudo, quando o assunto é o desejo de alterar o futuro do país.
Na Segunda Guerra Mundial, na Ditadura Militar no Brasil e no Fascismo de Mussolini, as pessoas eram reprimidas e obrigadas a viver tudo o que remetia ao Governo Militar Autoritário. Sequer pensasse em manter uma sociedade livre de preconceitos, sem “raças perfeitas”, cada um vivendo na sua diferença, comunista ou anarquista haveria tortura, campos de concentração de gás e muitas mortes de inocentes. Chaplin, em seu filme, acima de tudo prega a esperança, a fé (inserindo até um trecho bíblico de S. Lucas, cap. 17, onde a fé é relatada como a salvação de tudo) como se pode ver nesta parte de seu discurso: “Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram, há de retornar ao povo.” E retornou.
Porém, não bastará apenas a demagogia de uma sociedade democrática, contudo é necessário que todos se unam e com amor àquilo que se chama VIDA façam protestos a favor de aumento de salário, melhor educação, saúde, transporte público, qualidade de vida física, mental e emocional, trabalhos mais humanos e artísticos, até mais valorizados porventura em penitenciárias (porque a arte também pode transformar e abrir horizontes). Seres humanos não são insignificantes; são racionais, sentem e pensam e em se tratando do Brasil, são livres. Para incitar a evolução e a eficácia de uma sociedade, é necessário resgatar o amor ao próximo e nas pequenas coisas há muito esquecido. Retomar ao princípio de que humanidade não é ser chefiada ou liderada sem um porquê, mas sim compartilhada. A base inicial é nas escolas; lutando para que o educando possa mudar a visão e o educador volte a amar aquilo que estudou para fazer: ENSINAR. Precisará da audácia e ousadia de enfrentar o desconhecido (sobretudo, os alunos mais necessitados e com problemas familiares) e mesmo que haja obstáculos não desistir no primeiro, prosseguir até que a missão esteja cumprida e enxergar como Drummond uma flor brotar no meio do asfalto, descrito no poema “A Flor e a Náusea”.


sábado, 5 de janeiro de 2013

2013, que veña 2013!

"E pense no certo, no errado e no ponderado."
Boa noite, ou melhor: boa madrugada. Eu aqui, novamente... Depois de um bom tempo, quase há um ano. Tantas coisas mudam e tantas permanecem imutáveis em nossas vidas. De praxe, é claro que não começaria o ano sem um texto.
Que todos precisam trabalhar, estudar, cozinhar, tomar banho, lavar, enxugar, limpar, isso é fato, isso é normal e rotineiro. Diferente é aquele que passa a ver a vida mesmo com todos os problemas, barreiras e dificuldades com outros olhos. Não foi o ano que mudou. Foi o homem que inventou o ano, inventou datas e impôs esse calendário para que não nos perdessêmos no tempo. Acontece que pode ser 2000, 2012 ou 2013, quem precisa mudar é você. Quem precisa acordar cedo e ir trabalhar ou fazer um arroz pra almoçar, que sorria por ter o que comer ou ter como ganhar dinheiro. Quem tem que sonhar, que seja hoje porque amanhã pode ser tarde. Se tiver que viver, que viva hoje. Se vai ao hospital, peça forças a Deus que Ele sabe de todas as coisas e se isso é uma prova, é pra sua Edificação; não fique tentando consertar o que passou.... Se errou é porque foi necessário para aprender. Siga o trajeto do hoje em diante ultrapassando os muros pelo meio ou pulando-os. Nade contra a maré ou corra contra uma ventarola, mas viva o que precisa antes que o dia acabe, faça; invente. Pinte e borde, alegre-se.
Encha teu jardim de flores e crie ervas daninhas moderadas para ficar esperto. Cobras criadas obedecem os donos.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Enfimnovamenteeuaqui

E deliberadamente você começa a sofrer calado, naquela ânsia hesitante e medonha de querer desabafar e não poder. Teus olhos dizem o mundo, mas a boca permanece intacta. As tais águas de março fecham mais um verão, as aves continuam seu ciclo pelo céu e as folhas das árvores tendem à queda. E nosso amor¿ Incerto, sempre incerto. Pesado, leve, sinuoso, reto, buarqueiro. Um toque de alguém, uma cena inacabada. Medos encurralados como a psicologia psicótica “pseudolegal” de Clarice Lispector. Amor gostoso é aquele ao som de Elis e Tom Jobim, ao som de Chico Buarque num toque de prazer instigante míster à doçura das melodias lentas, cantaroladas em simples versos. Um petisco sobre a mesa e uma dose de aventura. Desencontros; o fim que dará à vida um novo começo, uma nova felicidade. Um gosto de outros lábios ávidos e quentes, olhos umedecidos e brilhantes de atenção. Dará ao outro lado da mesa vazio uma companhia, um novato reconhecimento da existência de almas que se cruzam.   

domingo, 15 de janeiro de 2012

A graça de Deus

Hoje deu vontade de falar sobre a graça de Deus. Não é difícil escrever sobre, sendo eu tão pequena e entendendo tão pouco das coisas. Longe de fanatismos, medos e superstições, sentir a graça de Deus nos guiando, acolhendo com Suas asas e traçando o caminho de nossas vidas tem que ser mais do que irmos à igreja e agradecer por isso. Me deparo com muitas pessoas "cristãs" na palavra e não nas atitudes. Ontem ouvi uma frase bacana, de um senhor que conheci. Disse: Nós hoje em dia precisamos de carro, ônibus; alguns, até avião. Mas nós, cristãos, não dizemos ter que seguir o mandamento de Jesus Cristo? O problema está em dizer. Quantas vezes Jesus andou, passou fome, sofreu tentações e NUNCA abandonou ninguém? Sempre amou, perdoou e o principal: SORRIU. Na Bíblia diz: O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate. Só que ELE nunca se abateu. Andou centenas de léguas realizando milagres e hoje você tem preguiça de ir à padaria. Tem preguiça de dizer um bom dia, Deus te abençoe. Tem vergonha de tudo o que vem de Deus. É tão fácil escrever a respeito de qualquer tema, até aquecimento global, mas quando se trata de religiosidade (não religião), aí fica difícil. Aí ninguém se interessa em ler, em ouvir. É preferível ficar no vídeo-game ou assistindo. Só que na hora do socorro, quem vai te ajudar? Os homenzinhos do vídeo-game? A mulher "boa" da televisão? Não. O primeiro que você pedirá ajuda será de Deus, e Ele sempre misericordioso, sempre à sua espera. Tantas vezes o ignorou, e Ele sempre estendendo suas mãos, o acolhendo com Sua graça. E mais uma vez, para que a graça seja aceita é necessário o arrependimento, a confissão da culpa. É tão pouco o que Ele pede, e para nós, seres falhos parece tão difícil... É aí que a união faz a força. Ele manda um amigo, parente, namorado ou qualquer outra pessoa pra te ajudar e confortar nos dias de dor, sendo esta usada por Ele, pra te proteger e amparar. E então o medo acaba, a dor diminui e o sorriso volta ao rosto. É Ele quem faz os planos, dita as regras.   

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

RECIPROCIDADE

Eu quero reciprocidade. Eu quero amor. Eu dou amor, eu sou amor... Eu quero amor. Preciso dele no meu sono, nos meus afazeres. Eu respiro amor. Respiro carinho, vontade, desejo. Só não gosto de respirar falta. Não gosto de sentir ausência, de sentir incompreensão. Não gosto não. Amar e querer ser amada é mais que o normal de se esperar,  RECIPROCIDADE . Preciso de um kit de primeiros socorros "românticos": curativo para o coração, uma dose de bom humor com pedaços de bondade. Um mertiolate que não arda, como o amor faria para desinfetar. E muito carinho para que não doa a ferida aberta. Uma ligação para os pontos serem fechados e a cicatrização começar. Um beijo e um abraço para voltar a andar. Um sorriso para a alimentação ser perfeita. Um bom dia para o cérebro funcionar direito. Um "eu preciso de você" para não dar depressão. Um: EU TE AMO pra tudo ficar estável. RECIPROCIDADE, RECIPROCIDADE. Receber é bom, fazer também. Mostrar que gosta tem várias maneiras de se fazer... Mas a principal delas é diferenciar a relação amizade para a relação: amizade-amor-vontade-estar junto-sentir ciúme-sorrir-chorar-entender. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Para Bruno Medina e Sharon Acioly! - LEIAM POR FAVOR!



Venho aqui debater o que ocorreu com o Bruno Medina - músico dos Los Hermanos.

Tanto pra ele, quanto para a Sharon Acioly, só um pequeno recado:



Sharon Acioly - "Fui criada ouvindo Djavan, Elis Regina, Cauby Peixoto, João Gilberto, Gal, Gil, Caetano e Betânia."

Bruno Medina – “Na época em que Anna Júlia foi lançada, ao menos, não havia Youtube, o que certamente poupou nossos detratores da infindável proliferação de clipes da música, protagonizados por bêbados gregos dançando em Ibiza ou por italianos solitários cantando o refrão pegajoso em frente a webcam.”



Eu sou o tipo de pessoa que ama MPB, Rock e afins para ouvir. Músicas com conteúdo e letra, que falam da época ditatorial, da realidade que foi e é nosso país, etc.
Mas o fato de gostar de dançar, pular e me divertir significa então que sou uma alienada e não possuo conteúdo e maturidade suficientes? Errado. As pessoas podem livremente se divertir e pensar em questões políticas, sociais e culturais. Isso vai depender da educação que cada um teve dentro de casa, não do estilo musical. Vai depender do quanto estudou e interagiu/interage com a sociedade. Você é as atitudes que têm, e não as músicas que ouve ou dança. Ridícula toda essa fútil discussão enquanto nosso país mergulha numa corrupção sem fim e a cambada finge não perceber e fica debatendo merda.

Por um acaso as músicas de vocês mudarão a fome, o tráfico de drogas, a corrupção e a desigualdade social? Se mudar, me avisa pra que eu comece a criar porcarias também ao invés de me preocupar com o futuro do país.


E a propósito: Por que então, se estão se doendo tanto (e criando status na mídia por isso) não pegam uma boa porcentagem do dinheiro que ganham e dão ao pobres? Ou vão prestar algum serviço social? Óbvio que "perder tempo" fazendo isso vocês não querem, não é? Bando de tolos!



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Luiz Fernando Veríssimo

Eu tomo um remédio para controlar a pressão. 
Cada dia que vou comprar o dito cujo, o preço aumenta.
Controlar a pressão é mole. 
Quero ver é controlar o preção.
Tô sofrendo de preção alto. 

O médico mandou cortar o sal. 
Comecei cortando o médico, já que a consulta era salgada demais. 
Para piorar, acho que tô ficando meio esquizofrênico. Sério!
Não sei mais o que é real.
Principalmente, quando abro a carteira ou pego extrato no banco.
Não tem mais um Real. 

Sem falar na minha esclerose precoce. 
Comecei a esquecer as coisas:
Sabe aquele carro? Esquece!
Aquela viagem? Esquece!
Tudo o que o presidente prometeu? Esquece! 



Podem dizer que sou hipocondríaco, mas acho que tô igual ao meu time: - nas últimas.
Bem, e o que dizer do carioca? 
Já nem liga mais pra bala perdida...
Entra por um ouvido e sai pelo outro.

Faz diferença... 

"A diferença entre o Brasil e a República Checa é que a República Checa tem o governo em Praga e o Brasil tem essa praga no governo"



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

“Amor é prosa, Sexo é poesia.”

Imaginei um ritual. Perfumei a casa e cantarolei animadamente. Ao anoitecer ele viria. Preparei flores, velas, aromas afrodisíacos. Coletâneas de músicas românticas e outras instigantes, que inspiravam atração.
Já no banho, depilação feita, cabelo hidratado e lavado. Unhas pintadas, pele esfoliada. Lingeries de tom vermelho-rubi. Maquiagem... Não muito carregada, apenas ressaltando meus olhos castanhos sem graça e lábios rosados. Brincos, colar e anel, ok. Camisola de cetim rendada, confere. Cabelo seco, escovado. Casa em ordem.

-Meia hora.

-Quinze minutos.

-Cinco minutos.

-Um minuto e meio.

-Zero minuto.

A campainha toca. O seu cheiro Egeo invade a sala me causando arrepios e dores gostosas nas têmporas. A mão sua frio, o coração pulsa frenético – como ele é perfeito, que sorriso charmoso! Os olhos... Ah... Avassaladores!

Pegou em minha mão, trazia rosas com um cartão na outra. Entregou-a para mim delicada e pretensiosamente. Sorriu. Encostou seu rosto ao meu, hálito quente, respiração ofegante. Nossos lábios juntaram-se com um magnetismo que só existia naquele beijo: quente, macio, extasiante.
Lentamente me arrastou aos aposentos do quarto levando sua mão à minha cintura. Apaguei as luzes...


...



Recostei-me. Eu não conseguia explicar o que sentia. Amor, desejo, paixão. Lembrei-me a música da Rita Lee: “Amor é prosa, Sexo é poesia.” E ali, converti ambas em crônica, conto ou qualquer outro gênero textual.
"Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema..."
Nossos corpos entrelaçados num só. Seria assim para sempre, era o que eu desejava. Era o momento homem-mulher, mulher-homem, amadurecimento, frenesi. A junção de almas gêmeas. O auge da existência. Mãos indistintamente tocando costas, ombros, pescoços que se roçam, acariciados. E mais uma vez, o amor imperando... Restaurando a dúvida, o medo, repelindo a maldade. Trazendo o melhor de si, a hora do gran finale.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - "Egocêntrica"

Refletindo sobre o ano que passou, percebi o quão diferente 2011 foi. Fui batizada, tive meu primeiro emprego. Foi bem difícil ser subestimada.. Levei umas porradas, mas tudo valeu a pena. Aprendi muito. E logo veio uma grande perda: minha avó. A mais dolorosa de todas. E como um efeito dominó, mais três perdas que me abalaram: o Henrique, ex-noivo de minha prima, minha tia-avó Clarice e um amigo querido: o José Carlos. Logo descobri minha mãe com diabetes indo a semana inteira ao Pronto Socorro umas 3 vezes ao dia, com a pressão alta, e os LITERALMENTE imbecis do hospital ainda deram "glicose" pra ela. Acho que esse ano eu percebi qual é meu ponto mais fraco, qual é meu maior defeito e meu maior medo. Eu fiquei bem traumatizada com qualquer coisa relacionada a hospital. Ao entrar no leito da minha avó e vê-la com os olhos brancos, sem vida, sem fôlego, em coma, a respiração ofegante e aquele pulo do nada, como se estivesse morrendo aos meus olhos, sem poder fazer nada... Isso me dói. Ela era gordinha, saudável. O câncer a invadiu como... não tem nem definição. A melhor pessoa que conheci, a mais meiga, doce, amável. E em coisa de dois meses tudo começou. As dores no útero, na hérnia. Foi afetando todos os lugares do corpo, a idade já não ajudava tanto. De 70kg ficou como criança pesando uns 30kg (não é exagero, foi assim). Eu me lembro de deitar em sua cama abraçada com minha mãe. Acho que foi a primeira vez que senti uma dor tão forte, tão viva e medonha. Foi a primeira vez que chorei repentinamente de soluços intermináveis, mais de uma hora. E provei do colo da mamãe, que tentava me acalmar e liberava lágrimas também (o que era raridade). Meu Deus, como isso me doeu. Chega a me faltar ar e dar batedeiras no coração de lembrar. E bastasse ter ficado assustada daquele jeito, vendo os olhos dela que expressavam tanta calmaria e pureza, ali... Mortos, brancos e mortos... Em coma. Foi então que minha mãe também emagreceu demasiadamente e em tão pouco tempo. Emagreci junto, de medo. Não comia, queria ficar grudada com ela e ter poder pra curá-la. Aquela fraqueza de uma mulher que assim como minha avó é muito, muito guerreira. Não há pessoa nesse mundo que admire mais do que minha mãe. E depois de tantas coisas ruins que estavam acontecendo, meu maior medo se manifestava: o de perdê-la. Foi aí que percebi o quanto minha fé aumentou.O quanto orar me fazia bem e jejuar também. Que Ele não me abandonou em nenhuma dessas ocasiões, que estava lá sempre. Vi a minha ingratidão, minha fraqueza. Apesar que me deu forças. Os problemas estavam somente aumentando e não tinha quem me amparasse... Aliás, com meus olhos. Porque Ele nunca desistiu de mim. 
Mas esquecendo dos problemas e revivendo amores passageiros... Felicidade foi presente na maior parte. Conheci uma pessoa bem bacana, com altos papos sobre Augusto Cury. E como uma romântica barata, fantasiei. Males de Ana Carla Negro... Fantasiar as coisas que ainda nem aconteciam. Daí aconteceu. Mas como citado acima, passou. Bacana a compatibilidade e gosto musical, pessoa culta, não basta só isso. Ainda não era, precisava esperar. Não era. E quase em seguida, numa rajada de sorte depois da maré alta e destruidora... Caiu um anjo na minha vida. Nem tudo sendo flores, ele é de longe. Isso é apenas um detalhe, o sentimento que nos une é maior e verdadeiro o suficiente pra aguentar tudo. Entendi que para ter alguém do lado não é necessário ter os gostos iguais. O que seria do branco, se só gostassem do preto? Eles se unindo, a mistura dá cinza, e juntos dá contraste. Enfim... o negócio é que estou aprendendo e mudando em muitas coisas. Posso dizer que conheço a rodoviária de Campinas na palma das mãos e o Bob's enrolado de lá também; e mais uma vez vem essa louca e ambiciosa vontade de partir para São Paulo. De modificar o rumo da minha vida e ter menos pessoas se intrometendo nela. Tenho mais um motivo, e creio que não fui para faculdade ano passado porque não conheceria o Thi. Esse ano desejo ver meu Machadinho, estudá-lo e minhas regras de português, ô paixão que não largo! Só quero que outras coisas também se ajeitem e que possa ter um 2012 melhor, menos turbulento e aprender outras coisas (queria é claro que não fossem tão sofridas pra mim), mas isso é da vontade Dele, cá estou no aguardo do futuro, e SEM MEDO. Planos: começar a escrever meu livro, voltar a escrever contos e parar com citações "furadas". Ficar perto do Thi, ajudar meus pais e ser menos mal-educada com eles. Amadurecer, desisto de emagrecer. Não farei promessa de dietas nem tão pouco de estudar mais, afinal... Eu leio com frequência e é isso que gosto, pra quê colocar a matemática na minha vida? Estou extremamente ótima sem ela. Não deu Unicamp, não deu Usp? É porque não era pra ser. Não vou deixar de ser quem sou por uma faculdade. Não vou cair no papo de começar do zero... Vou tentar melhorar as coisas, como se fosse só uma virada de página na vida, e não apagar o que passou. Aumentar a lista de músicas, diminuir o negativismo. Manter a fé, SEMPRE. Viver e enfrentar as dificuldades confiando em Deus, que  o resto é resto. Pra 2012 quero amar, ajudar, viver, sofrer, aprender, brincar, sorrir, comer. Conhecer pessoas, não esquecer as outras. E saber que tudo vai passar, que a vida é curta, e o que fica hoje, passa amanhã.                  

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sou... mais a favor, que contra.

Sou a favor da inteligência, não da beleza. Sou a favor do coração, não da maquiagem perfeita. Sou a favor de músicas românticas, jantar à luz de velas e rosas no dia dos namorados ou sem ser uma data especial. Sou a favor do beijo caloroso, do abraço aconchegante. Sou a favor da honestidade, da palavra falada e do olhar de aprovação e reprovação também. Sou a  favor do erro, para com ele aprender e crescer. Sou a favor da verdade, do frenesi! Sou a favor das lutas, ainda que vira e mexe esmoreço, choro, esperneio e pareço criança com medo de monstros. Sou a favor de um mundo melhor, sem guerras, sem corrupção e sem crianças dóceis passando fome. Sou a favor de você, meu amigo, que está perdido e precisando de um ombro, precisando se desvencilhar do mau caminho e da solidão. Sou a favor de manhãs sonolentas com panquecas na cama e tilintar no copo de leite. Sou a favor do sonho, da puberdade, da adultice. A favor de viagens, segredos a dois e medo do escuro. Sou a favor do cabelo desgrenhado e a roupa amarrotada ao acordar. Só não sou a favor da maledicência, da angústia, da mentira e traição. Sou contra a inveja, o silêncio dos culpados e o medo dos que inocentes são. Sou contra, a favor, meio a meio. Névoa no verão, sol no inverno. Tempero azedo ou doce. Vai depender de quem nota, toca e quer. Hasta. 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ano novo, velho ano

Eu só tenho um pedido pra fazer a Deus... Que Ele leia este texto. Aliás, é óbvio que me viu pensando em formulá-lo, em cada palavra e traço que imaginei, mas enfim. Meu desejo é que tudo seja melhor, como sempre é o que todos querem. Mas não preciso ser trivial. Não é porque o ano muda que as atitudes têm que mudar, que precisamos fazer promessas de dietas e organização na vida... Isso deveria fazer parte da rotina. Ajudar as pessoas, brigar, sorrir, chorar, amar, preocupar-se. Aprender que a mudança é diária, que altos e baixos existem, não é fácil. Caiu, machucou, levantou. É assim que deve ser. Não “brigue” com alguém, só discuta e exponha sua opinião porque horas depois você vai sentir vontade de tomar aquele café expresso gostoso com a tal pessoa e até mesmo dormir de conchinha com ela. Não deixe que invadam teu mundo e tirem sua essência. O pior de tudo é quando tentam transformar o melhor de você. E quando estressar, não se torne naquela versão assustadora de si mesma. Morde a língua, dá um soco na porta, mas evite palavrões. Respire fundo e coma chocolate... Nada melhor pra acalmar a ira que isso. Água com açúcar é para os fracos, bom é dormir – não vai ter encheção de saco- e então ao abrir os olhos tudo parecerá melhor, ou chegará perto disso. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

*Amoronlineinmylife*

Logo você que se imaginava morando num apê pequeno, com um cãozinho de estimação e sozinha? Apareceu o tal cara que sempre diziam do nada? É... Apareceu. E é por ele que você tem vontade de fazer as coisas? De consertar alguns defeitos e perdeu o medo do escuro ou da chuva? É ele quem te faz sorrir e faz cócegas, mas mesmo você odiando, acaba gostando? É ele quem te protege do frio, da dor e das preocupações bobas da vida? É ele quem te beija gostoso e quentinho, quem te faz afago e te enche de abraços... Quem te olha de mansinho, como quando pede carinho? Se é ele quem faz tudo isso, quem te causa falta de ar, insônia, preocupação quando brigam, lágrima quando ficam longe, vontade (relacionada ao tópico anterior), motivação para esperar, que mostra, que crê que vai dar certo... Se é ele quem comete loucuras, enfrenta coisas e pessoas por você... Muda a rotina, faz planos... É, ele te ama. Ele te quer por perto, ele te faz sentir isso. Ele te traz paz, sossego, vontade de quero mais. Isso obviamente, é como ganhar na loteria... Portanto precisa-se de investimento, controle... Muita emoção! Muito amor. Desejo pra você e pra quem sente, só coisa boa. E regue a cada dia, pra que dê frutos de amor... Com sabores diversos, mais gostosos à medida do tempo como um bom vinho a ser apreciado. Enfim, fim. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ser vip rotineiro...

Eu esperei horas. Arrumei a casa, perfumei a vida. Coloquei flores na janela, limpei os móveis. Passou 13, 14, 15... Agora são 20:00h e nada. Você não vem, eu deveria saber desde o começo. Aquele olhar esquivo, deveria ter suspeitado; não ter gostado... Poderia me causar espanto, mas não. Aquele sorriso matreiro e gostoso, o certo era ter medo dele... Não atração. Tudo aquilo que é bom demais, que aparentemente é inocente  ou não tem defeitos deve gerar desconfiança, não segurança. Sentei no sofá a procura de mim, não me achei. Meus planos entraram em ebulição: evaporaram. Liguei a TV e apareciam casais felizes, outros discutindo... Sabe como é novela. Coisas da vida, meu caro. Imaginei aquela sala com vida, "fazendo amor de madrugada" e assistindo àquele filme de terror num dia frio. Imaginei alguém que discutisse se deveria fazer macarrão ou lasanha no domingo, se o melhor era Flamengo ou Vasco. Imaginei também aquele chocolate gostoso num dia de TPM e tocando a música: "Bleeding Love". O passeio no parque e a versão melosa x romântica da Dama e o Vagabundo: macarrão com almondegas e no final um selinho. Pensei todas essas baboseiras e me veio a palavra VIP na cabeça. Você é VIP de alguém? É o selo de ouro, as cinco estrelinhas da vida de alguém? Foi aí que reparei que eu não passava de uma estrelinha borrada. Parecia que meu céu vivia nublado, me escondendo. Eu criei fantasias e expectativas sobre mim achando que venceria a própria barreira. No fim o que me faltava era a sincronicidade. Peguei o casaco e saí a procura do inesperado, a procura de nada. Foi à toa mesmo. Parei no primeiro bar e pedi ao garçom: "uma dose de felicidade, amor e esperança, por favor." 
"É pra já, dona."
Foi então que avistei os mesmos olhos... Os olhos da pessoa que me deixou esperando e eu ainda pedi as tais coisas que ele havia tirado de mim.
A explicação era simples: ele estava trabalhando. 
Enfim, colegas. Pensamos N coisas a respeito das pessoas, "paranoiamos", ficamos tristes e amuados quando nada teve a ver e até românticos no sentido correto (lembrando-se da tão amada Literatura Brasileira) por algo que não existia. Criamos ficções tolas. Não faça isso com ninguém, saiba que para ter uma resposta é necessária a pergunta.   

terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Navegar é preciso..."

Não sei você, mas vira e mexe me sinto fora de conexão com o lugar que vivo. É hora de mudar, buscar novos ares, novas coisas, amigos diferentes. Não desfazer laços, criar mais. Todos mudando, saindo em busca do desconhecido, mergulhando no prazer de tentar, de viver. Cheguei à conclusão que pertenço aos trajetos que percorro... Desconexos ou não. Regeneração é o tema para o ano que se aproxima. Se tiver que dar certo, vai... Se não, a gente inventa. É sempre assim. Só que não adianta planejar e ficar sentado esperando as horas passarem, os fatos acontecerem. Regressão "owned". Aventurar-se. Sentir o medo da solidão, o arrepio da verdade, a dor do constrangimento. Entender que para a liberdade há desafios e muitas dificuldades. Há humilhações. Mas o preço é válido, é bem pago. Nada caro. Melhor do que se estagnar e fingir que é a economia da Grécia: “dizer que tem solução, que tem como pagar a dívida e acalmar a população com demagogia ao invés de literalmente revolucionar o mundo, quebrar várias bolsas e começar uma nova era, um novo modelo econômico, tomar atitude.” A não ser que você seja fã do tédio, das horas arrastadas e improdutivas no Facebook... Então meu caro, pra você não falo nada. Eu já fui assim, admito... Mas unia o meio-termo. Calmaria e moleza são boas, mas como diria meu amado Pessoa: “Navegar é preciso.” Vá! Explore, Sorria, Chore, Cante. Passe fome, frio, medo. Mas cresça, aprenda. Não queira viver na dependência de ninguém. Intitule-se Superman ainda que você seja um Doug Funny, o que importa é fazer valer a pena.   

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pra você..


 É tão bom ouvir sua voz quando eu acordo e poder suspirar de paixão ao te tocar, ao sentir teus beijos. Se isso é loucura, fervor, paixão, ardor, não sei... Esperei tanto por alguém e ele me veio como uma chuva torrencial, causando uma tempestade no meu coração.
Em meio à multidão posso achá-lo, gritar seu nome. Aos sussurros você virá, me reconhecerá. E é assim, está sendo assim. Não quero nada de perfeição, seres humanos que buscam isso no amor sofrem.
Quero é mais que seja imperfeito. Que tenha dias de raiva, mas que segundos depois de tensão e lágrimas tenha aquele abraço gostoso, aquele acalentar de olhares e beijos de amor. Que numa gripe forte um cuide do outro dando xaropes e remédios azedos. Quero assistir futebol com você, vestir a camisa do seu time mesmo odiando. Quero mergulhar nos seus braços comendo pipoca e ver um filme. Num dia frio beber chocolate com leite gelado, porque ambos detestamos leite quente. Eu achei quem precisava e me somasse. Temos falhas, defeitos. A gente sempre precisa abrir mão de algo pra que dê certo... Mas e daí? Quando se quer, certas coisas se tornam supérfluas. A vontade é gritar meu sentimento aos quatro ventos, tamanha a rajada, que daria um vendaval. Como pessoas imperfeitamente belas que somos, nos amamos em nossas imperfeições. Fim. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tristeza e infelicidade - real e pessoal

Sinceramente estou sem eira nem beira. A cada dia meus pais ficam mais velhos, aparecem problemas de saúde e meu irmão só piora, só fica mais agressivo. Não assisto TV faz um ano, não durmo com tranquilidade e nem posso me sentar no sofá num domingo. Não consigo estudar em paz no meu quarto e ainda tenho meus fantasmas pessoais que me assombram a ponto de me dar insônia e forte dor no coração. Será que nunca vai ter saída pra isso? Nunca vou poder ser feliz e ter meus pais só um minuto comigo, me dando atenção de verdade sem se preocuparem se o Luís vai agredi-los ou ter uma convulsão ou qualquer outra coisa do tipo? Não aguento mais pensar no futuro triste que terei, sendo agredida diariamente por alguém que nem filho meu é. Que vou abrir mão de um futuro brilhante que poderia ter... que eu adoraria me formar, ter uma família e filhos, ter paz. Problemas normais, nada mais que isso. Dói demais pensar no passado que já tive, na minha solidão. Pensar que meus pais foram ausentes. Dói tanta coisa que se fosse citar aqui passaria horas a fio fazendo isso. São dezoito anos de agonia, não queria uma vida inteira assim. O governo não se preocupa é claro... Por que faria isso? Quem vai levar unhadas e mordidas sou eu. Quem talvez poderá ser morta pela força gigante que meu irmão deposita nele, sou eu. Quem não terá vida e felicidade, sou eu. Eu tenho tanta fé, sério leitor... Parece que sou macabra falando essas coisas, mas isso é tudo o que acontece na minha vida. Peço tanto a Deus que as coisas mudem, mas poxa Senhor... a cada dia tem piorado, tem esgotado a paciência e a vontade de continuar. ELE colocou o Thiago na minha vida... Uma pessoa que está me fazendo tão tão bem, nunca gostei assim de alguém... Mas quem abriria mão de uma vida feliz para sofrer comigo? Quem? Ninguém. Meus pais estão sofrendo tanto e isso a cada mata uma flor de esperança que nasce em mim. Eles estão cansados, sem forças. Dormem de "olhos abertos". Acho que até o ar pesa. Só quem vive essa situação pra saber como é. Eu fico extremamente revoltada vendo deputados ganhando tanto e não ter uma droga de uma escola especializada em autismo, ou uma casa moradia. Eu não tenho condições de cuidar dele sozinha, não tenho mesmo. E como farei? Ficarei com ele até morrer de "pancada"? Porque tentamos tantas coisas e nenhuma tem dado certo... Estou muito cansada, apavorada, desesperada e triste demais.